domingo, 3 de abril de 2011

COMPATIBILIDADE

O critério Compatibilidade refere-se ao acordo que possam existir entre as características do usuário e das tarefas,de uma parte,e a organização das saídas, das entradas e do dialogo de uma dada aplicação ou de outra.
A transferência de informações é mais rápida e melhor quanto menor o volume de informação que deve ser recodificada. A velocidade fica maior quando as tarefas são feitas corretamente e com boa compatibilidade com as características psicólogas do usuário, os procedimentos são organizados de maneira a respeitar o costume do  usuário; quando as traduções, as transposições, referências a documentação são minimizadas.
O Desempenho é melhor quando a informação é apresentada de uma forma diretamente utilizável.
Exemplos:
Orientação deve estar associada aos dados de entrada, deve vir acompanhado o processo de entrada e não ser dada de uma  vez, de forma global.
A organização das informações apresentadas deve ser conforme a organização dos dados a entrar.
As unidades de medida devem ser as que são normalmente utilizadas.
A Apresentação de texto na tela deve ser conforme as convenções utilizadas para a apresentação de texto em Papel.
Compatibilidade vs. Condução
Quando os termos utilizados na condução não são os utilizados frequentemente pelo usuário, trata-se de um problema de compatibilidade. 

Compatibilidade vs. Legibilidade
O critério Legibilidade não se refere aos aspectos semânticos da informação, sua pertinência ou significado. Quando esses aspectos são ligados à tarefa, o critério a considerar é a compatibilidade.

Compatibilidade vs. Ações Mínimas
Uma falta de compatibilidade ( exemplo, falta de adequação dos procedimentos com a ordem da tarefa) pode conduzir ao aumento das ações necessárias à realização da tarefa. Nesse caso, é preciso invocar o critério compatibilidade e não ações mínimas, que é sua consequência e não sua causa. 

Compatibilidade vs. Flexibilidade
A flexibilidade pode ser um meio de assegurar uma certa compatibilidade. Entretanto, a flexibilidade pode ser satisfeita sem que a compatibilidade o seja. Assim, em um diálogo por formulário, a ordem e o agrupamento dos campos de entrada de dados podem ser incompatíveis com o documento físico. Nesse caso, trata-se de um problema de compatibilidade, quer seja possível (então existe uma certa flexibilidade) ou não (então não há flexibilidade) modificar a organização dos campos ou a ordem de passagem de um campo a outro. Nesse caso, o problema a resolver e o critério a evidenciar é a compatibilidade, e não a flexibilidade, que é um meio de alcançá-la. 

Compatibilidade vs. Homogeneidade/Coerência
A homogeneidade/coerência se aplica no âmbito de uma determinada interface. Quando a homogeneidade/coerência se refere aos aspectos externos da aplicação (ex. formulários em papel) ou se refere a outras aplicações ou ambientes, fala-se então da Compatibilidade.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

CÓDIGOS NATURAIS

O critério significado dos códigos e denominações diz respeito a adequação entre objeto ou a informação apresentada ou pedida, e sua interferência. Se a codificação acontece de uma forma elevada o reconhecimento e a recordação são melhores. Os códigos sem importância para os usuários podem mostrar opções erradas levando a erros.

Adequação entre objeto ou a informação apresentada ou solicitada e sua referência no contexto no usuário ,vejamos alguns exemplos:

- Deve ser levar em consideração, ao criar títulos, rótulos de função , opções de menus e outros, expressões utilizadas no ambiente no ambiente real onde o sistemas é utilizado.

- O título deve transmitir o que ele representa e ser distinto de outros títulos.


- Explicitar as regras de contração ou de abreviação

- Utilizar códigos e denominações significativas e familiares em vez de códigos e arbitrárias (ex.: utilizar M para masculino e F para feminino, em vez de 1 e 2).

As transações realizadas em programas de bate-papo ou videoconferência, são de boa aproximação com a realidade. São interfaces simples e intuitivas, com acessos diretos. Na figura abaixo, temos uma interface utilizada pelo Skype:


Figura 1 - Ação de bate-papo praticada no Skype

Significado dos códigos e denominações vs. Legibilidade
O critério legibilidade não está ligado ou relacionado aos aspectos semânticos das informações, ela está relacionado ao critério Significado dos códigos e denominações.

terça-feira, 29 de março de 2011

O QUE É INTERFACE CONSISTENTE

Uma interface é um procedimento, rotulos, comando e etc..
pois contem melhor localização ou sintaxe são estáveis de uma tela para outra, de uma seção para outra.
Pois  é padronizado tanto o possivel, para que possa ser uma interface simples porem boa para se manuziar.
Uma interface ruim ela pode conter uma falta de homogeneidade que possuem uma procura mais demoradas por falta de especificação.
Como por exemplo a barra de menu do Word



Pois não possui uma interface consistente e contem uma demora muito grande para procurar
alguns icones.

GESTÃO DE ERROS

De forma direta, um software deve ser construído com grande aparato para identificação de erros de todos os tipos. Este aparato deve ser ágil para identificar erros de entrada de dados, comandos, riscos de perdas de informação / conteúdo, deve conter caixas de diálogos simples e de fácil entendimento, auxiliar o usuário a buscar solução à falha ocorrida, e conter um mecanismo de soluções alinhado a cada erro identificado.

Assim, haverá objetividade para corrigir a falha e retomar o trabalho, haverá maior facilidade de uma pessoa leiga para repassar determinado problema a um especialista que porventura esteja atendendo-a remotamente (vide inúmeras ocorrências disponíveis na internet sobre atendimento técnico remoto).

A aplicação, na figura abaixo, apresenta dois erros, não seria coerente apresentar cada erro individualmente, a fim de organizar um protocolo de solução?


Figura 1 - Microsoft Word com caixas de diálogo de erros

No exemplo a seguir, temos a mensagem orientando adequadamente o usuário a:

1 - A aplicação não consegue acessar seu conteúdo;
2 - Deve-ser fechar o programa e tentar abrir novamente o mesmo;
3 - Deve-se contatar uma área de suporte caso o problema persista.



Figura 2 - Gestão de erros aplicada com qualidade a uma ocorrência

PROPORCIONAR ADAPTABILIDADE, PERMITIR FLEXIBILIDADE

É de conhecimento do profissional de TI, que os usuários apresentam níveis diferenciados de experiência com informática. Por este motivo, o software deve ser desenvolvido levando em consideração que a maior parcela possível da interface possa ser personalizada pelo cliente final.

Como exemplo, os sistemas operacionais estão trazendo cada vez mais esta características às suas versões mais recentes, desde as primeiras opções fornecidas em personalização de área de trabalho, aumento de caracteres para pessoas com deficiências visuais e alteração no padrão de cores e estilos de janelas, até versões e pacotes recentes de aplicativos que "aprendem" com a experiência do usuário e passam a disponibilizar em tela os programas e recursos mais utilizados em cada máquina.

Este recurso de gerar uma tela de trabalho com as opções mais comuns e eventual eliminação de ícones pouco usados, está alinhado ao conceito de "flexibilidade vs. ações mínimas", pois agiliza o acesso ao que realmente importa àquele determinado usuário, ou seja, temos a rotina sendo acessada com o menor esforço possível.

A tabela a seguir foi obtida no site da Microsoft, link abaixo, e compara os principais recursos da interface do usuário, que podem ser personalizados em projetos Pacote Microsoft Office 2010.  Percebemos que há preocupação do fabricante em abranger o maior número possível de assuntos / características à disposição para serem flexibilizados:

http://msdn.microsoft.com/pt-br/library/bf08984t.aspx


Característica
Tipos de projeto com suporteSuporte para aplicativos Pacote Microsoft Office 2010
Painel de açõesPersonalizações em nível de documentoO Excel 2007 e Excel 2010
O Palavra 2007 e Word 2010
Personalizada painéis de TarefaNível de aplicativo SuplementosO Excel 2007 e Excel 2010
O InfoPath 2007 e InfoPath 2010
O Outlook 2007 e Outlook 2010
PowerPoint 2007 e PowerPoint 2010
O Palavra 2007 e Word 2010
Faixa de opções personalizada da interface do usuárioPersonalizações em nível de documentoO Excel 2007 e Excel 2010
Nível de aplicativo SuplementosInfoPath 2010
O Outlook 2007 e Outlook 2010
PowerPoint 2007 e PowerPoint 2010
Project 2010
O Palavra 2007 e Word 2010
Visio 2010
Modo de exibição backstagePersonalizações em nível de documento Excel 2010
Nível de aplicativo SuplementosInfoPath 2010
Outlook 2010
PowerPoint 2010
Project 2010
Word 2010
Visio 2010
Regiões de formulário do OutlookNível de aplicativo SuplementosO Outlook 2007 e Outlook 2010
Controles em documentosPersonalizações em nível de documentoO Excel 2007 e Excel 2010
Nível de aplicativo Suplementos O Palavra 2007 e Word 2010
Inteligente RótulosPersonalizações em nível de documentoExcel 2007
Nível de aplicativo SuplementosWord 2007
Menus de atalhoPersonalizações em nível de documentoO Excel 2007 e Excel 2010
Nível de aplicativo SuplementosO InfoPath 2007 e InfoPath 2010
O Outlook 2007 e Outlook 2010
PowerPoint 2007 e PowerPoint 2010
Project 2010 E de projeto de 2007
O Palavra 2007 e Word 2010
O Visio 2007 e o Visio 2010
Menus e barras de ferramentasNível de aplicativo SuplementosInfoPath 2007
O Outlook 2007 (janelas de Explorer)
Project 2007
Visio 2007

Tabela 1 - Pacote de personalização da aplicação Microsoft Office 2010

Programas mais antigos não tinham sensibilidade à adaptação, por exemplo, sistemas construídos em ambientes que não eram gráficos possuíam menus estáticos, sem qualquer recurso para flexibilização. Vide abaixo um exemplo:

Figura 1 - Menu do banco de dados Dbase 3 Plus

sexta-feira, 25 de março de 2011

O CONTROLE EXPLÍCITO

O critério ergonômico denominado "Controle explícito" está relacionado com a delegação dada ao usuário, no que diz respeito ao controle sobre as ações efetuadas pelo sistema.

Sistemas que geram rotinas, relatórios, processamentos, sem a autorização ou conhecimento do usuário, são softwares com falha no controle explícito. Quando o controle de um determinado processo está sob monitoria do usuário, a possibilidade de erro diminui.

Além disso, é desagradável receber uma mensagem de processamento realizado, sem que se tivesse conhecimento da ação. O sistema é melhor aceito pelos usuários quando estes têm controle sobre o diálogo / decisões.

Abaixo, temos uma caixa de diálogo comum no sistema operacional Windows, onde o usuário precisa tomar uma decisão, para solucionar problemas na abertura de um arquivo eletrônico. Qualquer impacto futuro, ocorre por conta da ação explícita do usuário, quando o mesmo decide entre a opção A ou B da caixa de diálogo.


Figura 1: Caixa de diálogo do Windows

Um aspecto negativo existente neste contexto, pode ser observado em alguns ERPs. Muitos profissionais geram continuamente relatórios, posições financeiras, estoques, ativos, e em determinadas oportunidades o ERP deveria estar parametrizado para informar ao usuário que um Inventário Geral da empresa (por exemplo) ao ser processado consumirá grande volume de recursos de rede, além de fornecer o tempo estimado para concluir a transação.

Na prática, é comum  ao usuário de ERP perceber que não há capacidade de processamento no curto prazo após ser dado o comando no sistema. Quando isso ocorre, e reflete na rede de computadores ligada ao ERP, o usuário acaba sendo obrigado a pedir gentilmente ao analista de sistemas da empresa que "derrube" a transação.

Ou seja, o usuário aprendeu com o reflexo do processamento, e não tinha qualquer controle sob a lentidão que causou na rede ligada ao ERP.

terça-feira, 22 de março de 2011

A CARGA DE TRABALHO DIRECIONADA AO USUÁRIO

O profissional especializado em interface de softwares deve estar atento à carga de trabalho que o usuário terá ao acessar os recursos do sistema. A ideia é que seja otimizado o volume de passos para executar uma determinada transação (conceito de brevidade).

Além disso, deve haver um equilíbrio entre o volume de informação disponibilizado ao usuário e o que o usuário de fato tem a capacidade de perceber e performar. Esse conceito, chamado densidade informacional, impacta diretamente na produtividade do usuário, já que há necessidade de memorização de rotinas e passos, para chegar ao resultado final.

A título de exemplo, há páginas de serviços governamentais com desequilíbrio entre volume de informações x objetividade. Sites de DETRANs já foram complexos para solicitação de serviços, e atualmente, apresentaram uma evolução, simplificando passos para atendimento do contribuinte.

Um dos sites que o grupo separou, o qual precisa aperfeiçoar a carga de trabalho, é o site da Receita Federal. Este site também apresenta melhorias periodicamente, porém determinados serviços ou esclarecimentos de dúvidas sobre imposto de renda, ainda carecem de maior objetividade.




Figura 1 - Site da Receita Federal do Brasil

Um site que o grupo entende ter bom equilíbrio no binômio Volume de informação x Concisão é o endereço eletrônico do Serasa Experian:


Figura 2 - Página inicial do Serasa Experian

Esta página leva o usuário rapidamente às consultas de cadastros de Pessoa Física e Jurídica, trazendo a informação em curto espaço de tempo. Para o profissional de finanças, por exemplo, é extremamente útil este equilíbrio fornecido pelo site do Serasa Experian, já que fará o usuário ganhar tempo na tomada de decisão a respeito de uma liberação de crédito a uma pessoa jurídica, por exemplo.